o computador é a Internet na vida acadêmica.

O Computador e a Internet na Vida Acadêmica de Futuros Professores de Português.

Resenha crítica, retirada do artigo publicado em "Ensino de Português e Novas Tecnologias: Coletânea de textos apresentados no 1° SEMELP (Dealogarts, 2009. 21 p.)", organizado por Liliane Santos e Darcila Simões e tendo como autora Janete Silva dos Santos, observando a finalidade de divulgar a pesquisa realizada na UFT (Universidade Federal do Tocantins), em 2007, sobre o uso do computador e da internet pelo meio estudantil desta universidade supracitada, objetivando encontrar uma justificativa para o descaso entre os estudantes de Letras com relação à forma de pesquisa acadêmica digital, e assim criou-se uma análise sobre que maneira esse hábito afetaria o letramento dos referidos dicentes, tendo uma noção da forma como essas tecnologias eram vistas por esses estudantes e, à partir deste princípio, deu-se a necessidade de compreender melhor essa realidade e assim contribuir para sua melhoria.
Pôde-se observar que aqueles alunos que faziam uso da internet para pesquisa e elaboração de trabalhos, em uma manobra cibernética denominada “bricolagem textual” (a qual faz uso de recursos computacionais e do hipertexto), tornaram seu uso danoso ao aprendizado dos futuros professores de português, porque essa prática faz com que esses futuros docentes não se utilizem da pesquisa propriamente dita e sim de uma maneira simplificada, pouco coerente e antiética de plágio intelectual. Mas pôde-se também observar que ao analisar as práticas problemáticas, entendeu-se que esses meios interferem de maneira singular no letramento digital e convencional, porque os sujeitos não deixam de estar inseridos em práticas sociais de uso da leitura e da escrita.
Morais (2007, p. 57) ressalta que:
“Na análise que as categorias, reprodução e reformulação, indicam respectivamente, uma gradação que vai da menor à maior transformação dos enunciados mobilizados dos textos-base da [internet] pelos alunos para a construção dos seus argumentos.
Chamo também a atenção para o fato de que certos níveis de reprodução textual podem ser indicativos de que os alunos encontram-se em diferentes estágios de gênero dissertativo”.
Com esse pensamento Moraes deixa claro que essa diferenciação nos estágios de gênero dissertativo é a base da falta de argumentação própria e que buscando o trabalho pronto, o aluno está sujeito apenas a primeira leitura, diminuindo suas possibilidades de memorização.
Outro ponto abordado na pesquisa diz respeito à indagação realizada pelos alunos com relação aos professores, que segundo eles, não são incentivados ao uso das tecnologias para pesquisas universitárias. Já os professores rebateram essa argumentação com a alegação de que o plágio, na interpretação dos alunos, é um inibidor do uso da internet e que o Google é a ferramenta mais utilizada entre os alunos pesquisados, sendo que esta ferramenta não é tão apropriada para o uso acadêmico.
Observo neste estudo que as tecnologias trazem muitos benefícios para os estudantes que realmente sabem fazer bom uso dos mesmos e, que para a formação de futuros professores de língua portuguesa é necessário que aja, sobretudo, discernimento de que a norma padrão da língua deve ser estudada com afinco e que meios facilitadores não qualificam o futuro profissional.





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